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Sra. Travers nos bastidores da Disney


Sra. Travers nos bastidores da Disney


Imagine: você nos bastidores de um longa-metragem musical dos estúdios Disney, no meio de reuniões, criações de músicas e roteiro, tudo supervisionado pelo poderoso e querido Walt Disney. Isso é o que o filme “Saving Mr. Banks” é capaz de proporcionar a nós, fãs da Disney. Por si só essa experiência já seria incrível, mas imagine que esses bastidores sejam de um filme querido e premiado como "Mary Poppins" e que não sejam poupados detalhes e preciosidades que compuseram a magia desse musical. Isso tudo é o que te espera em "Saving Mr. Banks".

Chamemos o filme pelo seu nome original, pois o título brasileiro, “Walt Nos Bastidores de Mary Poppins”, é vago e não carrega todo o valor semântico que o título original possui, que se revela em uma parte bastante decisiva do filme. Para começar, o Sr. Walt Disney (Tom Hanks) é um personagem secundário, quem está no centro da história é a escritora de “Mary Poppins”, Pamela L. Travers, interpretada muito bem por Emma Thompson. Talvez, uma possível melhor adaptação do título do filme seria “Sra. Travers nos bastidores da Disney”, ainda assim, não seria tão grandioso e intrigante quanto o título original.

Por fim, essa conversão incompetente do título, acaba por ser eclipsada pela história envolvente do filme. Vemos nas telonas a relutância da escritora Travers em ceder os direitos de sua obra para a Disney. Com medo de o estúdio descaracterizar sua querida criação, que possui um significado muito forte para sua vida pessoal, Pamela acaba por se envolver em um turbilhão de lembranças que vão sendo trazidas à tona a medida que a história de Poppins vai sendo explorada e transportada pra o filme. Travers sofre quando seu livro, advindo de momentos tão especiais de sua infância, é transcrito para a linguagem cinematográfica. Ela luta para que cada nuance, cada detalhe e toda a carga emocional que a história possui seja respeitada e isso acaba dificultando o trabalho dos produtores de conseguir agradá-la e conseguirem sua aprovação. Enquanto isso, do outro lado dessa queda de braço, temos o Walt Disney e sua personalidade “se eu sonho eu posso”, que não desiste de tentar convencer a Sra. Travers de que o filme será belo e grandioso, mesmo com as músicas e as animações que tanto a aborrecem. Essa luta que já dura 20 anos, parece que terá um desfecho, quando P. L. Travers é convencida (talvez, obrigada) a visitar os estúdios Disney para acompanhar, avaliar e aprovar a produção.


Apesar de Pamela e Walt terem personalidades bastantes diferentes, enquanto Pamela é introspectiva e parece cuspir marimbondos quase sempre que alguém lhe dirige alguma gentileza, Walt é expansivo e um entusiasta que se preocupa e valoriza as pessoas, eles se assemelham em um quesito, a teimosia. Ambos querem sempre ter a palavra final, são pouco influenciados pelos outros e fazem de tudo para preservar suas opiniões e desejos, em alguns casos, bastante extravagantes. Sempre que há uma cena com os dois, a situação se torna meio cômica justamente por nenhum deles dar o braço a torcer. 

Para nós, fãs da Disney, o filme se destaca também pelo ambiente onde a história se passa: Walt Disney Studios. Os olhos atentos aos cenários conseguirão ver detalhes para deixar qualquer “disnerd” louco. São estatuetas de Oscars, troféus, cartoons em molduras de parede, objetos personalizados da Disney e diversos Mickeys e outros personagens escondidos pelos cenários. É engraçado porque ao mesmo tempo que Pamela deixa transparecer seu pouco caso e desdém pelos estúdios e a tudo que se relaciona a eles, até mesmo pela Disney world, nós temos exatamente a reação contrária ao conhecer e explorar aqueles lugares. Além, claro, de conhecermos um titio Walt sempre simpático e sonhador em sua rotina de trabalho.

Mas é preciso voltar ao foco do filme, a sina da Sra. Travers, que viveu 96 anos sem amar ninguém e 96 anos odiando a Disney. Em “Saving Mr. Banks”, não escondem essa aversão da escritora pelo estúdio, e não medem palavras rudes nas falas da personagem. Entretanto, o diretor John Lee Hancock consegue enfeitar essa odiosidade com um toque de magia Disney, o que torna o filme supercalifragilisticamente agradável, emocionante e imperdível.



[texto: Ross Diniz e Fillipe Evangelista]

2 comentários:

  1. Dois personagens de Mary Poppins estão caracterizados com o pai da Pamela: A personalidade do Bert e o trabalho de banqueiro do George Banks.

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